
Hoje eu me lembrei de tudo como era antes, eu era sozinha. Era tudo tão vazio. Meu céu era triste, sem cores, sem vida, sem alma. As horas passavam devagar, nada tinha sentido, o medo tomava conta de mim em todas as minhas ações. É como se o amanhã não iria chegar. É como se os passáros não iriam me alegrar todas as manhãs. E o raio de sol? Ah! o raio de sol que raiava pela fresta do meu quarto iluminando a escuridão do interior e o exterior. Iluminando a minha alma perdida a flutuar como um corpo sem vida.
Mais depois que te encontrei, fui mais feliz no início, fazíamos os nossos dias valerem à pena como se fossem o último.
E agora, onde estás tu? É tudo surreal, torno a ver meu céu triste, sem cores. A lua estás em grades, o luar que reinava minha alma inocente e vazia agora estás a me deixar. É como cada átomo feliz ou miserável gira em torno de um sol apaixonado. É como um tsuname que chega destrói, e ao deixar estragos que só o tempo irá curar.
Não posso dormir ao gemer todas as noites e gritar pelo teu nome. E quando tudo parece se acalmar, eu lhe sinto tão longe e ao mesmo tão perto apoiada em meu peito sentindo pulsar meu coração a bater por ti...
Você é meu remédio. Você e a cura do meu coração partido. Eu lhe encontro em meus sonhos assim como o sol ao encontrar a lua e tornar um eclipse.
Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo, porque não existe, entre tu e eu, nem eu nem tu.
(Ana Paula Buss)
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