quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O velho você

É tão fácil enganar as pessoas, não é? É fácil fazê-las acreditar em falsas promessas. É mais fácil ainda dizer a elas que as ama, quando esse sentimento torna-se apenas palavras, sendo que esse amor não é real e a única coisa que se é capaz de oferecer é ilusão. E elas acreditam, se afundam em mentiras com tanta facilidade. Foi isso que você fez esse tempo todo: mentiu. Mentiu pra mim, pra todos que gostavam de você, mentiu pra si mesmo. Você não vê? Você não é mais você. Você se tornou algo tão asqueroso, ridículo; algo que você não era, algo semelhante a um monstro. É como se você estivesse interpretando, sendo outra pessoa. A vida não é uma peça teatral. Mas com você é diferente, você não sai mais da personagem, você incorporou ela de uma forma que agora você é como ela. Não foi por essa pessoa repugnante, baixa e desprezível que agora você finge ser, que eu me apaixonei. Eu sei que no fundo você pode voltar a ser quem você sempre foi, quem você sempre quis ser, quem eu sempre admirei. Eu sinto falta do velho você.

what is love?

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